quinta-feira, 30 de setembro de 2010

domingo, 18 de outubro de 2009

RECRUTAMENTO

Ao discorrer sobre a temática em questão, é importante que tenhamos o conhecimento sobre sua definição, para tal se faz necessário recorrermos ao pensamento dos estudiosos do recrutamento, como ARRUDA e CHIAVENATO, para abordar o tema com segurança e fundamentação teórica.
Recrutamento é um conjunto de técnicas e procedimentos que visa atrair candidatos potencialmente qualificados e capazes de ocupar cargos dentro da organização. É basicamente um sistema de formação, através do qual a organização divulga e oferece ao mercado de recursos humanos, oportunidades de emprego que pretende preencher. O Recrutamento é feito a partir das necessidades presentes e futuras dos Recursos Humanos da organização. (ARRUDA, 2000)

Em contrapartida Chiavenato conceitua o recrutamento como sendo:
Recrutamento é um processo de gerar um conjunto de candidatos para um cargo específico. Ele deve anunciar a disponibilidade do candidato no mercado e atrair candidatos qualificados para disputá-lo. O mercado no qual a organização tenta buscar os candidatos pode ser interno, externo ou uma combinação de ambos. Em outras palavras, a organização deve buscar candidatos dentro da organização, fora da organização ou em ambos. (CHIAVENATO, 1999).

Este processo deve sempre estar atento ao tempo despendido para esta ação, aos custos e à otimização para a fase posterior que é a seleção. Muitas organizações não despendem muita atenção e cuidado no processo de recrutamento e seleção de pessoal, tendo depois que suportar problemas significantes no futuro da organização.
Embasados nas definições de recrutamento, fica visível que é um procedimento essencial em qualquer empresa, e este se dá para a composição do quadro funcional de uma organização.
Ao iniciar essa fase, cabe ao gestor responsável efetuar um levantamento se há precisão de abertura de preenchimento de alguma vaga que esteja em aberto ou criação de um novo cargo. Outro parâmetro importante é o perfil que o candidato deve possuir, ou seja, quais as habilidades, vivências e conhecimentos que o aspirante deva ter, pois hoje em dia as empresas estão sendo cada vez mais cobradas. Cobra-se melhores resultados, maior qualidade em seus produtos e serviços, maior lucratividade, mais inovação, por um atendimento ao cliente cada vez mais personalizado, por respeito aos prazos, por melhores preços, etc.
Por outro lado, a concorrência entre as organizações faz com que os empresários mais e mais optem por inovação, qualidade, preço justo, crédito e recursos humanos capacitados e talentosos o suficiente para dar conta a essa nova equação do mercado. Por força dessas variáveis listadas acima, o empresariado mudou muito sua forma de recrutar pessoas.
Para serem bem sucedidas, as organizações necessitam das pessoas certas, na quantidade certa, na hora certa. Assim, atrair as pessoas certas, pelo custo certo, na hora certa é o resultado de um sistema de recrutamento eficaz.
Diante da competitividade existentes nas empresas, as organizações de ponta estabelecem sistemas eficazes de recrutamento que definem claramente o perfil das pessoas passíveis que a elas se integram possam alcançar o sucesso. No passado, contratava-se um profissional de qualquer área, observando-se sua experiência profissional, sob o aspecto técnico, para ocupar o cargo em aberto. Hoje, isso não é mais assim, na maioria das organizações. As áreas de recursos humanos mudaram esse paradigma, por entenderem modernamente que mais que um profissional qualificado tecnicamente, a empresa necessita de pessoas com comportamentos e atitudes adequados a cultura, a missão, a visão e aos objetivos do empreendimento. Ter só preparo técnico hoje em dia não quer dizer muito, é importante, mas não é o que faz a diferença na hora da contratação.
Assim o setor de recursos humanos, além de exigir competência técnica dos candidatos, procura pessoas com habilidades e atitudes muito específicas às necessidades da empresa que demanda a vaga.
Percebe-se que o profissional de recursos humanos é obrigado compreender a complexidade da vaga, para ao interagir com o solicitante da vaga ter condições de assessorá-lo corretamente.
Nota-se também que os termos recrutamento e seleção estão interligados e exercem um papel de fundamental importância no contexto organizacional, pois estão diretamente vinculados ao desenvolvimento da empresa. Mas existe uma diferenciação entre ambos.
Segundo CHIAVENATO (2002) o recrutamento funciona como meio de comunicação, onde são divulgadas as vagas para determinados cargos dentro da empresa e a seleção decide qual o candidato irá se posicionar com um melhor desempenho ao cargo que lhe foi oferecido.
Diante da exposição sobre recrutamento, é visível a importância do papel do profissional de recursos humanos dentro da organização, pois cabe a ele cuidar da essência de toda a organização que são as pessoas. Seu trabalho tem início com a previsão de necessidade de pessoal e se estende até a escolha da pessoa mais capacitada.
Além da importância do profissional de recursos humanos, existe também a importância do recrutamento dentro das empresas:
O processo de recrutamento é uma das etapas mais importantes do processo de admissão de um novo profissional. Por isso muitas empresas pesquisam primeiramente em seu ambiente interno, para depois ir ao mercado de trabalho, o qual pode ser a própria comunidade onde a empresa atua o mercado regional, nacional ou internacional, dependendo das necessidades de preenchimento de determinados cargos (CHIAVENATO, 2002).

Parafraseando CHIAVENATO (1995), o recrutamento pode ser dividido em três formas, e apresenta vantagens e desvantagens para a empresa ou organização que está realizando o procedimento de recrutamento. São eles:
INTERNO - O recrutamento interno é feito na própria empresa. O primeiro passo na procura de pessoal é o recrutamento dentro da empresa, que não deve ser confundido como o recrutamento através dos funcionários.
Vantagens: é a fonte mais próxima e rápida; menores custos de recrutamento, seleção e treinamento do pessoal; já se conhece o desempenho anterior do funcionário; cria um clima sadio de progresso profissional; aumenta-se a moral e motivação dos funcionários; desenvolve uma positiva e sadia competição entre o pessoal.
Desvantagens: pode causar conflito de interesses; ressentimento dos não promovidos; reduz a criatividade e a inovação do trabalho.
EXTERNO - O recrutamento externo é aquele feito fora da organização, isto é, a empresa busca candidatos disponíveis no mercado, ou atuantes em outras empresas.
Vantagens: Traz “sangue novo”, ou seja, busca novas experiências, além da empresa manter-se atualizada com o ambiente externo; renova e enriquece os recursos humanos da organização, reforça principalmente a política da empresa no processo de admitir pessoas que tenha gabarito semelhante, ou melhor, que o já existente na empresa.
Desvantagens: é mais caro; a margem de erro é maior; maior tempo de adaptação; dificuldade de adequação entre empregado e organização (cultura, hábitos, etc), havendo a necessidade de um período maior de ajustamento; e menor moral e comprometimento dos empregados antigos que se sentem desvalorizados no desempenho de suas funções e não se esforçam para melhorar sua performance.
MISTO - O recrutamento misto é a conseqüência de um recrutamento interno, que provavelmente irá gerar uma nova vaga desta pessoa transferida, devendo assim se fazer um recrutamento externo.
Diante do que foi mencionado acima, o recrutamento e a seleção, hoje, são considerados pelos empresários e executivos das organizações, como um evento empresarial estratégico e vital.
Sendo assim, devemos entender que a tarefa de recrutar e selecionar profissionais é estratégica, e esta atividade deve ser entregue a área de recursos humanos e esta por sua vez tem que estar preparada para assumir esse desafio, bem como, compreender que recrutar e selecionar pessoas no mercado é uma atividade com metodologia própria e não pode ser encarada como um evento pontual, subjetivo e sem importância.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA


ARRUDA, Jaqueline. O que é Recrutamento e Seleção? Disponível em: http://www.abrhrj.org.br/typo/index.php?id=385 . Acesso em: 11/10/2009.

SANTOS, Ana Paula Xavier dos. Análise do recrutamento e seleção dos estagiários da Empresa Júnior A/C. Disponível em: http://www.ned.unirg.edu.br/cur/adm/arq/TCC2007_1/Ana%20Paula%20Xavier%20dos%20Santos%20-%20TCC.pdf . Acesso em: 11.10.2009.

 Recrutamento - Administradores.com.br. Disponível em:
<http://www.administradores.com.br/artigos/recrutamento/12987/>. Acesso em: 11.10.2009.

CHIAVENATO, Idalberto. Planejamento, recrutamento e seleção de pessoal. Como agregar talentos à Empresa. São Paulo: Atlas, 1999.

CHIAVENATO, Idalberto. Recursos Humanos. 7 ed. São Paulo: Atlas, 2002.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

COMO O MARKETING AMBIENTAL INFLUENCIA NO COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR

Atualmente o termo marketing é muito discutido por estudiosos da área, visando melhorar a sua aplicabilidade dentro das organizações. Ele está presente em vários segmentos da sociedade, entre os quais podemos destacar o marketing comercial, esportivo, cultural, social, ambiental entre outros.
Mas, o que pretendemos enfocar nesse momento é o marketing ambiental que passou a merecer atenção na segunda metade do século XX, impulsionado pela legislação ambiental, pela pressão de grupos ambientalistas e também pelos consumidores preocupados com uma melhor qualidade de vida.
Diante dessa situação, se faz necessário entender o que é marketing ambiental. Em resposta a esse questionamento Valério (2005) afirma - Marketing Ambiental é uma modalidade que visa enfocar as necessidades de consumidores ecologicamente conscientes e contribuir para a criação de uma sociedade sustentável.
Na ótica de Lavorato (2006), o marketing ambiental contribui para o desenvolvimento de “produtos e serviços direcionados a um segmento específico, que valoriza e consome produtos ecologicamente corretos”. Trata-se de uma ferramenta capaz de projetar e sustentar a imagem da empresa, difundindo-a com uma nova visão de mercado, destacando sua diferenciação ecologicamente correta junto à sociedade, fornecedores, funcionários e ao mercado.
Atualmente um produto ecologicamente correto possui um forte apelo para o consumo se comparado a produtos convencionais para aqueles que observam normas ambientais, valorizam e preservam o meio ambiente. Porém, o mercado de produtos desenvolvidos de forma ambientalmente corretos, apresenta no momento uma pequena produção em decorrência da baixa demanda. É um mercado em crescimento, pois vai de encontro a consumidores que buscam produtos que possam proporcionar-lhe melhorias na qualidade de vida.
Assim, diante desta preocupação ambientalista está se desenvolvendo no mercado, um novo hábito de consumo, no qual a valorização do bem estar do homem e dos seus, são os aspectos principais verificados no momento da compra.
De certa forma esse marketing ambiental influencia o comportamento do consumidor, preocupados com a qualidade de vida e também com o meio ambiente. Sendo assim o consumidor verde, prefere e paga por produtos ecológicos, como embalagens reciclável e/ou retornável, evita comprar produtos com embalagens não biodegradável, observa os selos verdes, entre outros comportamentos incorporados.
Ao utilizar estratégias desta modalidade, empresas e outras entidades, entre elas as organizações não-governamentais reforçam uma imagem positiva frente à sociedade e posicionam seu produto ou serviço no mercado, diferenciando-o dos demais. Neste contexto vale ressaltar que há para as empresas que aplicam o marketing ambiental não só a conscientização ambiental, mas também ganhos financeiros.
Atualmente o consumidor está despertando para essa questão do meio ambiente. Empresas que não respondem às questões ambientais com produtos mais seguros e ambientalmente mais saudáveis estão se arriscando a perder a sintonia com o consumidor.
Portanto, as empresas ao empregar estratégias de marketing ambiental, ela pode aumentar sua credibilidade e legitimidade, definir sua personalidade, área de atuação e imagem, além de agregar valor à marca junto aos diversos compradores.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

Marketing Ambiental: uma Ferramenta Estratégica, de Heinrich Führ e Karine Alles. Disponível em: http://www.seifai.edu.br/artigos/karine-Heinrich-mkt_verde.pdf. Acesso em 26/09/2009.

Acesso em 26/09/2009.

Marketing Ambiental: Conceitos e uma nova orientação, de Ednilson Barbosa De Oliveira. Disponível em:

(Re)significando a produção construtiva do conhecimento: da epistemologia genética à epistemologia da complexidade


SANTOS, Ana Kátia Alves dos. (Re)significando a produção construtiva do conhecimento: da epistemologia genética à epistemologia da complexidade. In Revista da FAEEBA – Educação e Contemporaneidade, Salvador, v. 12, n.20, p 299-310, jul./dez., 2003.
Doutora e Mestre em Educação pela Universidade Federal da Bahia - UFBA responsável pela linha de pesquisa CRIETHUS - Centro de Investigação da Infância, Ética e Educação em Direitos Humanos, vinculada ao Grupo Epistemologia do Educar e Práticas Pedagógicas; especialista em Metodologia do Ensino, Pesquisa e Extensão em Educação pela Universidade do Estado da Bahia - UNEB; pedagoga pela Universidadde Católica do Salvador-UCSAL; é professora da Universidade Federal da Bahia-UFBA; foi gestora pedagógica da Fundação Giramundo, desenvolvendo trabalho sócio-educacional e cultural em Infância e educação em direitos humanos. Seus estudos de pesquisas se inscrevem na área da Filosofia da Educação e consideram, principalmente, os seguintes temas: infância em perspectiva sócio-histórica, ética, educação em direitos humanos, afrodescedência, epistemologia e formação do educador. Publicou 2 livros como autora e co-autora e artigos em periódicos especializados.
O artigo (Re)significando a produção construtiva do conhecimento: da epistemologia genética à epistemologia da complexidade discute de forma clara a produção construtiva do conhecimento a partir do pensamento dos vários estudiosos acerca da temática. Em sua fase inicial revela a origem do construtivismo, a forma como esse modelo educacional se instaurou nos espaços escolares e as transformações dessa educação construtivista no processo ensino aprendizagem.
Dentro dessa ótica construtivista, a autora salienta que o ser humano construtivo é aquele ser capaz de realizar mudanças, buscar novas soluções para os problemas e situações que se apresentam tanto na vida pessoal quanto grupal, sendo co-responsável e participante ativo da dinâmica do mundo, buscando (re)construí-lo e (re)significá-lo.
Nessa perspectiva construtiva da produção do conhecimento, a autora sinaliza que não é ser apenas Piaget, é admitir que outros importantes teóricos nos brindam com suas posturas epistemológicas, também de naturezas construtivas.
A autora apresenta abordagens teóricas de vários pensadores que fazem relações construtivas entre indivíduo-natureza-sociedade x conhecimento, para Vigotsky a construção do conhecimento acontece a partir das interações sociais e valoriza a linguagem como fator estruturante do pensamento e da ação sobre o mundo e o sobre o homem; Wallon acredita que a emoção é o primeiro sinal de vida psíquica, para ele, o biológico e o social não podem se separar, pois, são complementares; Jaques Lacan afirma que a criança se desenvolve a partir das relações que estabelece com os outros, não apenas, do interior do núcleo familiar – como afirma Feud; Paulo Freire, propõe uma Pedagogia da liberdade, “conhecer para libertar-se”, que favorece a construção de uma sociedade solidária na qual a prática deve completar a idéia de libertação: Henry Giroux, defende a idéia de que as escolas devem ser esferas públicas, democráticas capazes de formar os educandos na linguagem de construir novos caminhos.
A autora ainda revela, a proposta de Morin, de uma reforma de necessidade social básica para a preparação de seres humanos cidadãos capazes de resolver, “pelo enfrentamento”, as situações problemáticas do tempo atual, (re)construindo-o, para que isso aconteça, ele sugere que uma reforma de pensamento ocorra através da reforma do ensino, partindo do ensino básico.
A autora aborda que não é possível universalizar a produção do conhecimento e tomá-la pelo viés, principalmente, biológico, pois, valoriza as várias dimensões do ser humano. O conhecimento é produzido a partir de uma perspectiva construtiva, em sua dimensão complexa e crítica do mundo.
A autora conclui que sendo o ser humano uma unidade complexa, a produção do seu conhecimento se dá de forma multidimensional, ou seja, o homem produz conhecimento ao mesmo tempo biolágico-cognitivo, social, histórico, afeitvo-emocional, religioso, político-econômico e cultural, estas se solidarizando para que haja respeito à complexidade.
O artigo da professora Ana Kátia Alves dos Santos, constitui um estudo riquíssimo sobre a produção construtiva do conhecimento, de grande relevância para docentes e todos envolvidos com a educação, que se defrontam no seu dia-a-dia com uma gama de problemas no processo ensino-aprendizagem.
Assim, a leitura deste artigo é recomendada a todos educadores, que mo seu cotidiano lidam com a complexidade humana, a fim de compreender os seus alunos com problemas de aprendizagem e respeitar as diferenças biológico-cognitivo, sócio-cultural, afetivo-emocional, religioso e político-econômico.

Produzida pelas alunas: Cléria Rozane, Cristina Chiarelli, Dilma Souza, Ená Teixeira e Vânia Selma - Alunas do PROESP Matemática - Pólo de Guanambi.