quarta-feira, 30 de setembro de 2009

(Re)significando a produção construtiva do conhecimento: da epistemologia genética à epistemologia da complexidade


SANTOS, Ana Kátia Alves dos. (Re)significando a produção construtiva do conhecimento: da epistemologia genética à epistemologia da complexidade. In Revista da FAEEBA – Educação e Contemporaneidade, Salvador, v. 12, n.20, p 299-310, jul./dez., 2003.
Doutora e Mestre em Educação pela Universidade Federal da Bahia - UFBA responsável pela linha de pesquisa CRIETHUS - Centro de Investigação da Infância, Ética e Educação em Direitos Humanos, vinculada ao Grupo Epistemologia do Educar e Práticas Pedagógicas; especialista em Metodologia do Ensino, Pesquisa e Extensão em Educação pela Universidade do Estado da Bahia - UNEB; pedagoga pela Universidadde Católica do Salvador-UCSAL; é professora da Universidade Federal da Bahia-UFBA; foi gestora pedagógica da Fundação Giramundo, desenvolvendo trabalho sócio-educacional e cultural em Infância e educação em direitos humanos. Seus estudos de pesquisas se inscrevem na área da Filosofia da Educação e consideram, principalmente, os seguintes temas: infância em perspectiva sócio-histórica, ética, educação em direitos humanos, afrodescedência, epistemologia e formação do educador. Publicou 2 livros como autora e co-autora e artigos em periódicos especializados.
O artigo (Re)significando a produção construtiva do conhecimento: da epistemologia genética à epistemologia da complexidade discute de forma clara a produção construtiva do conhecimento a partir do pensamento dos vários estudiosos acerca da temática. Em sua fase inicial revela a origem do construtivismo, a forma como esse modelo educacional se instaurou nos espaços escolares e as transformações dessa educação construtivista no processo ensino aprendizagem.
Dentro dessa ótica construtivista, a autora salienta que o ser humano construtivo é aquele ser capaz de realizar mudanças, buscar novas soluções para os problemas e situações que se apresentam tanto na vida pessoal quanto grupal, sendo co-responsável e participante ativo da dinâmica do mundo, buscando (re)construí-lo e (re)significá-lo.
Nessa perspectiva construtiva da produção do conhecimento, a autora sinaliza que não é ser apenas Piaget, é admitir que outros importantes teóricos nos brindam com suas posturas epistemológicas, também de naturezas construtivas.
A autora apresenta abordagens teóricas de vários pensadores que fazem relações construtivas entre indivíduo-natureza-sociedade x conhecimento, para Vigotsky a construção do conhecimento acontece a partir das interações sociais e valoriza a linguagem como fator estruturante do pensamento e da ação sobre o mundo e o sobre o homem; Wallon acredita que a emoção é o primeiro sinal de vida psíquica, para ele, o biológico e o social não podem se separar, pois, são complementares; Jaques Lacan afirma que a criança se desenvolve a partir das relações que estabelece com os outros, não apenas, do interior do núcleo familiar – como afirma Feud; Paulo Freire, propõe uma Pedagogia da liberdade, “conhecer para libertar-se”, que favorece a construção de uma sociedade solidária na qual a prática deve completar a idéia de libertação: Henry Giroux, defende a idéia de que as escolas devem ser esferas públicas, democráticas capazes de formar os educandos na linguagem de construir novos caminhos.
A autora ainda revela, a proposta de Morin, de uma reforma de necessidade social básica para a preparação de seres humanos cidadãos capazes de resolver, “pelo enfrentamento”, as situações problemáticas do tempo atual, (re)construindo-o, para que isso aconteça, ele sugere que uma reforma de pensamento ocorra através da reforma do ensino, partindo do ensino básico.
A autora aborda que não é possível universalizar a produção do conhecimento e tomá-la pelo viés, principalmente, biológico, pois, valoriza as várias dimensões do ser humano. O conhecimento é produzido a partir de uma perspectiva construtiva, em sua dimensão complexa e crítica do mundo.
A autora conclui que sendo o ser humano uma unidade complexa, a produção do seu conhecimento se dá de forma multidimensional, ou seja, o homem produz conhecimento ao mesmo tempo biolágico-cognitivo, social, histórico, afeitvo-emocional, religioso, político-econômico e cultural, estas se solidarizando para que haja respeito à complexidade.
O artigo da professora Ana Kátia Alves dos Santos, constitui um estudo riquíssimo sobre a produção construtiva do conhecimento, de grande relevância para docentes e todos envolvidos com a educação, que se defrontam no seu dia-a-dia com uma gama de problemas no processo ensino-aprendizagem.
Assim, a leitura deste artigo é recomendada a todos educadores, que mo seu cotidiano lidam com a complexidade humana, a fim de compreender os seus alunos com problemas de aprendizagem e respeitar as diferenças biológico-cognitivo, sócio-cultural, afetivo-emocional, religioso e político-econômico.

Produzida pelas alunas: Cléria Rozane, Cristina Chiarelli, Dilma Souza, Ená Teixeira e Vânia Selma - Alunas do PROESP Matemática - Pólo de Guanambi.

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