quarta-feira, 30 de setembro de 2009

COMO O MARKETING AMBIENTAL INFLUENCIA NO COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR

Atualmente o termo marketing é muito discutido por estudiosos da área, visando melhorar a sua aplicabilidade dentro das organizações. Ele está presente em vários segmentos da sociedade, entre os quais podemos destacar o marketing comercial, esportivo, cultural, social, ambiental entre outros.
Mas, o que pretendemos enfocar nesse momento é o marketing ambiental que passou a merecer atenção na segunda metade do século XX, impulsionado pela legislação ambiental, pela pressão de grupos ambientalistas e também pelos consumidores preocupados com uma melhor qualidade de vida.
Diante dessa situação, se faz necessário entender o que é marketing ambiental. Em resposta a esse questionamento Valério (2005) afirma - Marketing Ambiental é uma modalidade que visa enfocar as necessidades de consumidores ecologicamente conscientes e contribuir para a criação de uma sociedade sustentável.
Na ótica de Lavorato (2006), o marketing ambiental contribui para o desenvolvimento de “produtos e serviços direcionados a um segmento específico, que valoriza e consome produtos ecologicamente corretos”. Trata-se de uma ferramenta capaz de projetar e sustentar a imagem da empresa, difundindo-a com uma nova visão de mercado, destacando sua diferenciação ecologicamente correta junto à sociedade, fornecedores, funcionários e ao mercado.
Atualmente um produto ecologicamente correto possui um forte apelo para o consumo se comparado a produtos convencionais para aqueles que observam normas ambientais, valorizam e preservam o meio ambiente. Porém, o mercado de produtos desenvolvidos de forma ambientalmente corretos, apresenta no momento uma pequena produção em decorrência da baixa demanda. É um mercado em crescimento, pois vai de encontro a consumidores que buscam produtos que possam proporcionar-lhe melhorias na qualidade de vida.
Assim, diante desta preocupação ambientalista está se desenvolvendo no mercado, um novo hábito de consumo, no qual a valorização do bem estar do homem e dos seus, são os aspectos principais verificados no momento da compra.
De certa forma esse marketing ambiental influencia o comportamento do consumidor, preocupados com a qualidade de vida e também com o meio ambiente. Sendo assim o consumidor verde, prefere e paga por produtos ecológicos, como embalagens reciclável e/ou retornável, evita comprar produtos com embalagens não biodegradável, observa os selos verdes, entre outros comportamentos incorporados.
Ao utilizar estratégias desta modalidade, empresas e outras entidades, entre elas as organizações não-governamentais reforçam uma imagem positiva frente à sociedade e posicionam seu produto ou serviço no mercado, diferenciando-o dos demais. Neste contexto vale ressaltar que há para as empresas que aplicam o marketing ambiental não só a conscientização ambiental, mas também ganhos financeiros.
Atualmente o consumidor está despertando para essa questão do meio ambiente. Empresas que não respondem às questões ambientais com produtos mais seguros e ambientalmente mais saudáveis estão se arriscando a perder a sintonia com o consumidor.
Portanto, as empresas ao empregar estratégias de marketing ambiental, ela pode aumentar sua credibilidade e legitimidade, definir sua personalidade, área de atuação e imagem, além de agregar valor à marca junto aos diversos compradores.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

Marketing Ambiental: uma Ferramenta Estratégica, de Heinrich Führ e Karine Alles. Disponível em: http://www.seifai.edu.br/artigos/karine-Heinrich-mkt_verde.pdf. Acesso em 26/09/2009.

Acesso em 26/09/2009.

Marketing Ambiental: Conceitos e uma nova orientação, de Ednilson Barbosa De Oliveira. Disponível em:

(Re)significando a produção construtiva do conhecimento: da epistemologia genética à epistemologia da complexidade


SANTOS, Ana Kátia Alves dos. (Re)significando a produção construtiva do conhecimento: da epistemologia genética à epistemologia da complexidade. In Revista da FAEEBA – Educação e Contemporaneidade, Salvador, v. 12, n.20, p 299-310, jul./dez., 2003.
Doutora e Mestre em Educação pela Universidade Federal da Bahia - UFBA responsável pela linha de pesquisa CRIETHUS - Centro de Investigação da Infância, Ética e Educação em Direitos Humanos, vinculada ao Grupo Epistemologia do Educar e Práticas Pedagógicas; especialista em Metodologia do Ensino, Pesquisa e Extensão em Educação pela Universidade do Estado da Bahia - UNEB; pedagoga pela Universidadde Católica do Salvador-UCSAL; é professora da Universidade Federal da Bahia-UFBA; foi gestora pedagógica da Fundação Giramundo, desenvolvendo trabalho sócio-educacional e cultural em Infância e educação em direitos humanos. Seus estudos de pesquisas se inscrevem na área da Filosofia da Educação e consideram, principalmente, os seguintes temas: infância em perspectiva sócio-histórica, ética, educação em direitos humanos, afrodescedência, epistemologia e formação do educador. Publicou 2 livros como autora e co-autora e artigos em periódicos especializados.
O artigo (Re)significando a produção construtiva do conhecimento: da epistemologia genética à epistemologia da complexidade discute de forma clara a produção construtiva do conhecimento a partir do pensamento dos vários estudiosos acerca da temática. Em sua fase inicial revela a origem do construtivismo, a forma como esse modelo educacional se instaurou nos espaços escolares e as transformações dessa educação construtivista no processo ensino aprendizagem.
Dentro dessa ótica construtivista, a autora salienta que o ser humano construtivo é aquele ser capaz de realizar mudanças, buscar novas soluções para os problemas e situações que se apresentam tanto na vida pessoal quanto grupal, sendo co-responsável e participante ativo da dinâmica do mundo, buscando (re)construí-lo e (re)significá-lo.
Nessa perspectiva construtiva da produção do conhecimento, a autora sinaliza que não é ser apenas Piaget, é admitir que outros importantes teóricos nos brindam com suas posturas epistemológicas, também de naturezas construtivas.
A autora apresenta abordagens teóricas de vários pensadores que fazem relações construtivas entre indivíduo-natureza-sociedade x conhecimento, para Vigotsky a construção do conhecimento acontece a partir das interações sociais e valoriza a linguagem como fator estruturante do pensamento e da ação sobre o mundo e o sobre o homem; Wallon acredita que a emoção é o primeiro sinal de vida psíquica, para ele, o biológico e o social não podem se separar, pois, são complementares; Jaques Lacan afirma que a criança se desenvolve a partir das relações que estabelece com os outros, não apenas, do interior do núcleo familiar – como afirma Feud; Paulo Freire, propõe uma Pedagogia da liberdade, “conhecer para libertar-se”, que favorece a construção de uma sociedade solidária na qual a prática deve completar a idéia de libertação: Henry Giroux, defende a idéia de que as escolas devem ser esferas públicas, democráticas capazes de formar os educandos na linguagem de construir novos caminhos.
A autora ainda revela, a proposta de Morin, de uma reforma de necessidade social básica para a preparação de seres humanos cidadãos capazes de resolver, “pelo enfrentamento”, as situações problemáticas do tempo atual, (re)construindo-o, para que isso aconteça, ele sugere que uma reforma de pensamento ocorra através da reforma do ensino, partindo do ensino básico.
A autora aborda que não é possível universalizar a produção do conhecimento e tomá-la pelo viés, principalmente, biológico, pois, valoriza as várias dimensões do ser humano. O conhecimento é produzido a partir de uma perspectiva construtiva, em sua dimensão complexa e crítica do mundo.
A autora conclui que sendo o ser humano uma unidade complexa, a produção do seu conhecimento se dá de forma multidimensional, ou seja, o homem produz conhecimento ao mesmo tempo biolágico-cognitivo, social, histórico, afeitvo-emocional, religioso, político-econômico e cultural, estas se solidarizando para que haja respeito à complexidade.
O artigo da professora Ana Kátia Alves dos Santos, constitui um estudo riquíssimo sobre a produção construtiva do conhecimento, de grande relevância para docentes e todos envolvidos com a educação, que se defrontam no seu dia-a-dia com uma gama de problemas no processo ensino-aprendizagem.
Assim, a leitura deste artigo é recomendada a todos educadores, que mo seu cotidiano lidam com a complexidade humana, a fim de compreender os seus alunos com problemas de aprendizagem e respeitar as diferenças biológico-cognitivo, sócio-cultural, afetivo-emocional, religioso e político-econômico.

Produzida pelas alunas: Cléria Rozane, Cristina Chiarelli, Dilma Souza, Ená Teixeira e Vânia Selma - Alunas do PROESP Matemática - Pólo de Guanambi.